xxxxxx

como o nome expressamente declara: xxx - pornografia em inglês; xxx - de novo pornografia em dobro; seis vezes pra você entender... ...

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Versões & Fatos.

— Arrogantezinho barato!, o futuro nos cobra –todos os desejos, todas as necessidades. A vaidade, meu bem, é coisa do além, – eu vejo o futuro em cada um dos teus atos, na tua cara esticada, na tua bunda caída; está tudo aí pra quem quiser ver.

O tempo não existe, o que se faz é transitar entres os conceitos de passado, presente e futuro. O futuro é ação, o passado é fato, o presente é a reunião de passado e futuro. Tudo se estende eternamente, tudo e todos sempre, hoje e sempre, ontem e sempre, tudo e todos ao mesmo tempo – que não existe.

Sente-se mas não existe realmente, somos feitos de nada, um por todos e todos por um, nadas. Somos refeitos de nada, em nenhum lugar, ou no chamado lugar-nenhum, tudo por nada sempre, todos por um quase-agora.

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

do texto pro texto ao texto –quantas vezes necessário for.

versões pífias de fatos vazios, diz o testador, o representante do povo, “nada aconteceu”, “é tudo uma desculpa, “...uma piadinha, pra você caí na minha...”. E, de uma forma ou de outra, você caiu...

fatos irrelevantes em versões grandiloqüentes, ...e você engolindo tudo, é você de novo, testemunha barata, — te compro por dez reais, e diga obrigado pelo jantar, vagabunda!, e sim, tenho certeza!, desse comprar & vender vem a noite e o dia, devemos comemorar, cultuar, eternizar!, graças a isso que você move esse corpinho até hoje, põe ele rápido pra funcionar, já não há mais tanto tempo, viva logo essa vida vadia em cada ato, que gera fato, que gera no mínimo relato, e depois se apaga, novamente tudo é nada, nadas é todos sempre, e pra você que entendeu : mais uma vez : todos, nadas e a fada madrinha dizem "boa-noite, meus queridos!", em voz de coral, unissonamente, seus desejos serão realizados agora, sempre, tudo de novo, nada, todos novos, milagres diários, mas velhos ainda dizem que é nada, é nadas, é, .,.são... , o que era mesmo¿ ah sim!, :aqui, bem longe, na palma da minha mão, o cerne de toda a questão eternamente debatida; daqui por diante não se pode avançar, diga bye bye com um belo sorriso e um leve acenar.

estamos parados e o mundo dá voltas no mesmo lugar, – não passa disso – é só isso: fatos e versões, não há o que temer... a não ser: as possibilidades precisamente imprevisíveis daquilo que se pode quantificar – ou seja, tudo.

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

3° encontro internacional do nada

aqui:

Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Fatos & Versões

...tudo isso pra dizer o que os outros já diziam, com razão:
não importa o fato mas a versão do fato.

...tanta pena gasta e nenhum resultado;
sei que nada sei, eis um fato.

...versões de fatos: só imaginação: a pura negação e/ou nem isso.

...tudo é nada na minha mão e/ou não.

...é, é bem isso e/ou nem isso.

...e viveram felizes para sempre.

E mesmo assim a história continua:
Fatos & Versões - não necessariamente nesta ordem.

Sábado, 22 de Março de 2008

Fatos & Versões

E se me condenassem por aquilo que eu sou, e não por aquilo que eu faço?

— Tá certo; sem saída: somos o que somos, meu caro.

Mas a resposta exata seria: “perguntas, a melhor expressão de fatos e versões”.

Tudo começa e termina em sins e nãos?

— É,.. mais ou menos.

Terça-feira, 11 de Março de 2008

Fatos & Versões

Três títulos,¹ nenhuma história : toda a história,³ três títulos.

E claro, uma nota de rodapé em duas vírgulas.




I. O padre que se tornou padre pra saber da vida alheia.


II. O médico que se tornou médico pra saber da vida alheia.


III. O delegado que se tornou delegado pra saber da vida alheia.


De dois em dois (ele e ele mesmo três vezes,)

Numa conta barata dá: três (três visões distintas dos segredos alheios)

Dispares formas de dizer o mesmo (ele é três vezes nós)

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Fatos & Versões

I. Dez vezes grito por você na frente da sua casa; dez vezes você abre a porta e diz que não está.

A verdade contida numa única sentença: o inquestionável (que por si questionável) é apenas uma abstração amparada num experimento, empiricamente o impossível possível numa equação de palavras: “toda verdade é verdadeira até que seja declarada falsa”, — isso é o mais perto que posso chegar, aqui: muito longe. Mas claro, assuntos que tratam da verdade já foram tratados, de filosofia da ciência certamente alguém já disse melhor, escreveu plenamente correto porque incorrigível, incorruptível, embasado na fama do falante, legitimamente exato numa dada situação que se repete infinitamente. Mas claro, já nem estou tão certo, nem tão verdadeiro, e muito menos com coragem pra negar o inegável; mas... claro, o óbvio é óbvio porque é óbvio, e isso, claro, é mais do que dizer que foi explicado previamente. — óbvio!


II. Dez vezes grito na tua porta; dez vezes e meia você me recebe e convida pra entrar.

O óbvio dez vezes testado, dez vezes provado; aprovado!, mas na verdade está só esperando... ser mais uma de nós: eleitas verdades verdadeiras...

...esperando a falsidade, que na realidade é o princípio elementar, não se pode duvidar sob nenhuma hipótese [em todas as hipóteses testadas e aprovadas], ter em mente desde sempre, em qualquer momento, a qualquer momento, do começo ao fim, e no meio alguém me diz: "fim", estou errado.

É você, dez vezes me diz que não está, dez vezes te olho nos olhos, e respondo que também não estou. :Aqui: bem longe


III. O resultado da conta e/ou dez e dez são quatro, no mínimo.

O mais perto que podemos chegar é o mesmo que podemos nos distanciar.

A valoração dos espaços perde o brilho diante do tempo, tudo vibra na mesma intensidade, claro: luz negra.

Não há coisas próximas ou distantes; o lugar (onde estamos) é sempre sagrado.

A menor distância é zero, zero: a maior distância, zero é a esperança, é a lembrança zero, luz.

Não adianta saber, nada muda, tudo está na mais perfeita harmonia caótica, o improvável que se prova, a lembrança que se esquece, a luz negra do universo é vista por essas bandas, fazemos contas com ela, fazemos nossas armas com ela, lutamos por ela, lutaremos... partindo sempre de alguma coisa, nem que seja só as esperanças: verdadeiras perguntas incompletas respondidas em toda a sua completude.

Não adianta saber, nada muda; o antes do zero existe para saibamos que outra coisa estava lá antes de ser zero, o óbvio do óbvio do óbvio ao óbvio, aqui: muito longe.


IV. Eu também não estou.